Dia 1 — Saída do Brasil e chegada a Montevideo
Horário de saída
Acordamos às 5h da manhã para pegar a estrada cedo. Eu dormi apenas três horas e meia, porque fiquei até tarde produzindo conteúdo. A manhã foi dedicada aos últimos ajustes: recolher roupas do varal, preparar café, retirar o lixo, separar itens da geladeira, fechar a mala e terminar de carregar o carro com o que ainda faltava. Entre banho, organização e saída tranquila, esse processo levou cerca de duas horas.
Como sempre acontece, entrei no carro com a sensação de ter esquecido alguma coisa. Passei boa parte da viagem pensando se tinha deixado algo ligado em casa, cheguei a ficar convencida de que o ventilador tinha ficado ligado, mesmo tendo feito checklist. No fim, confiei que estava tudo certo. Ansiedade clássica de início de viagem.

Estrada e rota escolhida
Por volta das 7h da manhã, paramos em um posto para calibrar os pneus e abastecer. A decisão de última hora foi mudar a rota: originalmente iríamos por Jaguarão, um caminho de fronteira mais tranquilo, mas com cerca de 12 horas até Montevideo. Optamos por seguir por Santana do Livramento/Rivera, assumindo o risco de maior movimento, mas reduzindo o tempo total de estrada.
Saímos de Santa Maria às 7h. A estrada estava excelente, com pouco trânsito. O trajeto até Santana do Livramento levou cerca de duas horas e meia, chegando por volta das 9h30. Pegamos um pouco de chuva no caminho, mas nada que comprometesse a viagem.
Antes de cruzar a fronteira, fizemos uma parada estratégica: abastecemos ainda no Brasil, em Santana do Livramento. O combustível no Uruguay é consideravelmente mais caro. Mesmo com a moeda uruguaya sendo mais desvalorizada em relação ao real, o custo de vida no país é alto, e essa diferença pesa no orçamento.
Fronteira e imigração
Levamos cerca de 20 a 30 minutos para chegar à área da imigração, que fica no Shopping Rivera. A imigração do lado brasileiro abre às 10h e o processo foi extremamente tranquilo. Éramos praticamente a segunda família da fila.
Mesmo sendo época de Natal e fim de ano, o horário fez toda a diferença. A impressão é que o movimento aumenta a partir do meio-dia. Para quem sai cedo, a travessia é rápida e sem estresse.

Pedágios e abono para estrangeiros
Antes da viagem, eu já havia feito o cadastro no aplicativo Telepeaje, essencial para circular pelas rodovias do Uruguay, já que os pedágios não aceitam mais dinheiro com facilidade.
Cerca de 60km após a fronteira, passamos pelo primeiro pedágio. Para quem fica menos de 15 dias no país, existe o abono para estrangeiros, que é um valor fixo (em torno de 1.140 pesos uruguayos) que permite circular livremente pelo país durante esse período, sem pagar pedágios adicionais. Considerando que cada pedágio custa pouco mais de 200 pesos, o abono compensa muito para viagens como a nossa, de 13 dias.
Com o cadastro já feito no aplicativo, a emissão da tag foi simples e seguimos viagem normalmente. Vale muito a pena chegar ao país já com o aplicativo configurado.
Almoço em Tacuarembó
Seguimos viagem até Tacuarembó, onde paramos para almoçar. Escolhemos o Restaurante V8, uma parada bem conhecida na região. A comida é muito bem servida, cada prato tinha cerca de 700 g de carne. O valor ficou em torno de 150 reais por pessoa, considerando a conversão, e valeu muito a pena pela qualidade e tamanho das porções. Após o almoço, seguimos viagem com tranquilidade. Fizemos apenas paradas rápidas para banheiro e alongar as pernas.

Chegada a Montevideo
Chegamos a Montevideo por volta das 18h30. No total, saímos às 7h da manhã e levamos cerca de 11 horas e meia de viagem, considerando:
- parada para almoço (aproximadamente 1h20)
- pequenas pausas ao longo do caminho
As estradas no Uruguay são excelentes: bem conservadas, sinalizadas e com pouco movimento. A experiência de dirigir é muito mais tranquila do que em boa parte das rodovias brasileiras.

Primeiras impressões e noite do primeiro dia
Encontramos o apartamento rapidamente. Com a ajuda do porteiro, descarregamos tudo com facilidade. Em seguida, fomos a um mercado Express bem próximo para comprar apenas o essencial que não trouxemos do Brasil — principalmente itens perecíveis que não podem atravessar a fronteira por questões sanitárias.
Compramos pão, queijo, ovos, algumas verduras e alguns produtos locais para experimentar. Voltamos ao apartamento, preparamos uma janta leve e descansamos.
O clima estava bastante nublado, com um pouco de frio e chuvisco. O apartamento fica na Orla de Pocitos, com uma vista incrível, mas naquele dia o tempo não ajudou. Não tivemos pôr do sol — ele ficou guardado como presente para os dias seguintes.

💡 Dica do Dia 1 — Carro, garagens e onde se hospedar em Montevideo
Se você vai para Montevideo de carro, atenção ao tamanho do veículo. A maioria das garagens da cidade tem pé-direito muito baixo, o que inviabiliza a entrada de caminhonetes, SUVs grandes e carros mais altos.
Na minha primeira viagem à cidade, fiquei no Centro e precisei usar estacionamento pago o tempo todo. À noite, não é recomendado deixar o carro na rua nessa região, o que torna o estacionamento praticamente obrigatório.
Desta vez, ficamos em Pocitos, na orla, e a experiência foi completamente diferente. Em bairros como Pocitos e Punta Carretas, é comum estacionar na rua com segurança, o que elimina um custo importante da viagem.
⚠️ Atenção às regras locais:
- Na orla de Pocitos, não é permitido estacionar na rua entre 7h e 11h da manhã
- Fora desse horário, o estacionamento é liberado
Nossa estratégia é simples:
- todos os dias antes das 7h, saíamos para correr e deixávamos o carro nas ruas laterais
- depois das 11h, voltávamos a estacionar em frente ao apartamento
Resultado: zero gasto com estacionamento em Montevideo, algo que estava previsto no orçamento, mas que não foi necessário graças à escolha do bairro.
👉 Se for de carro, escolher bem onde se hospedar em Montevideo impacta diretamente na segurança, praticidade e custo.
Dia 2 — Montevideo com calma, futebol e rambla
Manhã cedo: corrida, caminhada e rotina de viagem
O Dia 2 começou bem cedo. Acordei por volta das 5h40 para fazer a primeira corrida da viagem, enquanto meu pai decidiu caminhar. São dois hábitos que a gente sempre mantém quando viaja junto: atividade física logo cedo, seja corrida, caminhada ou natação, e cozinhar no apartamento.
A nossa lógica de viagem é essa: investir mais em passeios e experiências e menos em restaurantes. A gente gosta da nossa própria comida, do nosso ritmo e da liberdade de cozinhar.
Fiz uma corrida leve de cerca de 30 minutos pela orla, só para ativar o corpo. Meu pai caminhou no mesmo horário. Paramos no letreiro de Montevideo, que fica em frente ao apartamento, já fizemos fotos e voltamos para casa.
Tomamos café com calma, organizamos algumas coisas no apartamento e decidimos não planejar nada pela manhã. A ideia para o Uruguay era justamente essa: menos pressa, mais tranquilidade.

Mercado e ajustes do dia a dia
Depois do café, percebemos que o mercado Express da região não tinha tudo o que precisávamos. Saímos para fazer um mercado maior e aproveitar para resolver os itens esquecidos.
Meu pai tinha deixado para trás algumas coisas importantes: desodorante, shampoo, cortador de unha e um medicamento de uso contínuo. Aproveitamos a saída para comprar também carnes e outros itens que não havíamos conseguido no primeiro dia.
Voltamos para o apartamento, organizamos tudo e preparamos o almoço em casa. Depois de comer, nos arrumamos para sair novamente por volta de 13h30.
Primeira parada: orla, Hard Rock e Museu Naval
Antes do programa principal do dia, fizemos uma caminhada leve pela orla. Passamos pelo Hard Rock Café de Montevideo, pois eu queria comprar um pin, mas estava fechado, já que era segunda-feira. Vale o alerta: muitos lugares em Montevideo fecham na segunda, porque funcionam no domingo.
Seguimos até o Museu Naval, que também estava fechado. Ele abre de terça a sexta-feira, a partir das 15h. Ainda assim, meu pai conseguiu ver bastante coisa interessante na área externa, já que parte do acervo e das estruturas históricas ficam do lado de fora.






Estádio Centenário: o grande momento do dia
O principal objetivo da tarde era realizar um sonho do meu pai: conhecer o Estádio Centenário, onde aconteceu a primeira Copa do Mundo da história, em 1930.

História e importância
Construído em tempo recorde entre 1929 e 1930 para sediar a primeira Copa do Mundo da FIFA e comemorar o centenário da primeira Constituição do Uruguay, o Estádio Centenário é um verdadeiro templo do esporte mundial. Com sua marcante Torre dos Homens de Homenagem (Torre de los Homenajes), a edificação possui grande valor arquitetônico e histórico. Em 1983, a FIFA o declarou oficialmente como o primeiro e único Monumento Histórico do Futebol Mundial, consagrando sua relevância para a memória esportiva internacional.
Mesmo com o dia bastante nublado, o calor estava intenso. Acabei não passando protetor solar e me queimei um pouco,um erro clássico.
DICA! Mesmo nublado, use filtro solar.
Pagamos cerca de 350 pesos uruguayos por pessoa para a visitação. Caminhamos pelo estádio, visitamos o Museu do Futebol, fizemos muitas fotos e vídeos. Para o meu pai, foi um momento de muita emoção. Não era só um estádio: era um lugar carregado de memória, história e significado. Ficamos ali umas 2 horas, caminhamos bastante pelo complexo e aproveitamos para comprar uns souvenirs.






Depois havia a possibilidade de seguir a pé pelo parque até o Obelisco, mas avaliamos que seria uma caminhada longa demais naquele calor. Voltamos para o carro.
O calor estava tão intenso que precisei trocar a calça preta por uma saia-short ainda no Estádio Centenário. Mesmo nublado, o dia foi quente do começo ao fim.
Parque Rodó, Farol e rambla de carro
Seguimos pela avenida e passamos pelo Parque Rodó, apenas de passagem, e depois levei meu pai para conhecer o Farol de Punta Carretas.
A partir dali, percorrendo toda a orla, passando pela Rambla de Montevideo e Rambla República, contemplando a paisagem com calma.
Um detalhe, é que o retorno é bem raro na Rambla, demoramos bastante para achar um e por este motivo foram quase 20 km de carro.





Fim de tarde: retorno ao apartamento e farmácia
Depois do passeio pela rambla, voltamos para o apartamento e deixamos o carro estacionado. Saímos a pé para tentar resolver o medicamento que meu pai havia esquecido em Santa Maria.
Fomos a uma farmácia próxima, mas o remédio não estava disponível. A atendente precisou analisar o princípio ativo para tentar indicar um equivalente e nos orientar a procurar em outra farmácia, ponto que fica pendente para resolver no dia seguinte.
Noite do segundo dia
No fim do dia, o cansaço começou a aparecer, não só físico, mas mental.
Como meu pai havia sofrido um golpe financeiro antes da viagem, passamos por um processo intenso de troca de senhas e reconfiguração de acessos bancários. O problema é que alguns bancos, como o Banco do Brasil, exigem validação via SMS para liberar novos cadastros ou chaves de segurança.
O número dele é um número empresarial, que funciona apenas no Brasil e não recebe SMS no roaming internacional. Resultado: algumas liberações simplesmente não conseguem ser concluídas. Isso acabou virando um ruído grande no final do dia, justamente quando a energia já estava mais baixa.
Além disso, eu já vinha de alguns pequenos estresses desde a manhã. Primeiro, puxei a cortina com força demais e ela acabou saindo do trilho, o que me obrigou a avisar o proprietário do apartamento para solicitar o reparo. Depois, tentei gravar conteúdo para o blog e redes sociais, mas a Rambla de Montevideo é extremamente barulhenta, com vento, trânsito, gente passando, e isso dificultou muito a gravação.
Meu desejo era encontrar um equilíbrio entre curtir a viagem e não deixar o conteúdo de lado, já que o blog é uma forma de ajudar as pessoas a explorar o mundo. Mas quando as coisas não fluem como a gente espera, bate aquela frustração. Faz parte!
À noite, tentei novamente resolver as questões bancárias e gravar algo, sem sucesso. Decidi ir dormir mais quieta, mais introspectiva, claramente precisando de descanso, e às vezes é só sobre isso e está tudo bem.
💡 Dica do Dia 2
Segunda-feira em Montevideo exige planejamento
Montevideo tem um ritmo próprio, e isso fica ainda mais evidente às segundas-feiras. Muitas atrações fecham nesse dia porque funcionam no domingo.
No nosso caso:
- Hard Rock Café: fechado
- Museu Naval: fechado (abre de terça a sexta, a partir das 15h)
Mesmo assim, o dia rendeu muito porque o plano não estava centrado apenas em atrações fechadas. Caminhar pela orla, visitar áreas externas, conhecer o Estádio Centenário, dirigir pela rambla e encaixar passeios ao ar livre funcionou perfeitamente.
👉 Algumas dicas práticas:
- Use a segunda-feira para passeios externos, caminhadas e deslocamentos mais longos
- Deixe museus e atrações internas para terça em diante
- Sempre confira dias e horários de funcionamento, mesmo de lugares turísticos famosos
Montevideo é uma cidade excelente para viver o ritmo, mas exige um pouco de planejamento para não dar com a cara na porta.
Bancos, roaming e conteúdo em viagem
Algumas lições importantes desse dia:
- Validação bancária no exterior pode ser um problema, especialmente se o número cadastrado:
não recebe SMS
- é empresarial
- não tem roaming habilitado
👉 Se possível, resolva todas as validações, trocas de senha e cadastros de segurança antes de sair do Brasil. Isso evita estresse desnecessário durante a viagem.
- Sobre conteúdo: nem todo lugar bonito é um bom lugar para gravar. A Rambla é linda, mas extremamente barulhenta. Planeje:
- gravações em ambientes internos
- textos e roteiros previamente organizados
- ou aceite que alguns dias simplesmente não vão render
- E talvez a principal dica: os primeiros dias de viagem são de adaptação. Ajustar sono, rotina, expectativas e ritmo faz parte. Nem tudo precisa funcionar perfeitamente desde o começo.
Dia 3 — Montevideo por dentro, da areia ao poder
Acordei às 6h da manhã e como no dia anterior eu já tinha corrido, decidi fazer apenas uma caminhada leve. Meu pai também saiu para se exercitar, mas fez uma caminhada intercalada com corrida, pela orla pavimentada.
Antes das 7h da manhã, movemos o carro para uma rua lateral, respeitando as regras de estacionamento da orla, e seguimos para a atividade física.
Esse começo de dia foi exatamente o que eu precisava. Toda viagem exige muito planejamento e atenção constante. Meu pai fica mais concentrado na estrada e no carro, e eu acabo ficando responsável por todo o resto: dinheiro, mercado, segurança, organização do apartamento, estacionamento, banco, logística. É muita coisa ao mesmo tempo.
Nos primeiros dias, senti um certo cansaço mental. Além disso, meu pai, por ter mais idade, às vezes se irrita com coisas simples, e eu, que já sou ansiosa, acabo me irritando com consequência. Desafios naturais de qualquer início de viagem.
Por isso, neste dia, eu precisava de areia e água.
Coloquei uma roupa bem confortável, desci para a praia de Pocitos e caminhei pela areia, com os pés na água do Rio da Prata. Foram cerca de 2,5 km caminhando devagar, respirando, ouvindo o som da água e dos passarinhos. Voltei para o apartamento visivelmente mais tranquila, pronta para começar o dia de verdade.
Depois da atividade física, seguimos o nosso ritual: café da manhã com calma e uma manhã inteira dedicada a coisas práticas como internet, pagamentos, banco, organização da viagem e planejamento do que faríamos à tarde.
Almoçamos por volta das 11h40 e, perto das 13h30, saímos para explorar Montevideo.

Tarde histórica: centro cívico e cidade velha
A primeira parada foi o Palácio Legislativo, sede do Senado e da Câmara dos Deputados. O prédio é imponente e gigantesco. Descobrimos que havia visita guiada às 15h, então decidimos otimizar o tempo.
Seguimos até a Praza Independencia enquanto aguardávamos o horário da visita, o coração simbólico de Montevideo que marca a transição entre a Cidade Velha e a Cidade Nova. No centro da praça, visitamos o mausoléu de José Gervasio Artigas, o principal herói nacional e militar uruguayo, cujos restos mortais repousam sob uma imponente estátua equestre de bronze de 30 toneladas. Diferente da minha viagem anterior, dessa vez o memorial subterrâneo estava aberto, permitindo contemplar a guarda de honra permanente e a atmosfera de solene respeito que envolve o local.

Caminhamos pela região, passamos pela antiga e pela nova sede do governo, pelo Teatro Solís e pelo Palácio Salvo admirando o contraste arquitetônico do entorno: a histórica Estância Governamental (Palácio Estévez), antiga sede do poder executivo construída no século XIX, e a moderna Torre Executiva, atual sede do governo do Uruguay desde 2009. Passamos também pelo magnífico Teatro Solís, o mais antigo e importante palco das artes cênicas do país, inaugurado em 1856 com acústica neoclássica impecável, e pelo icônico Palácio Salvo, um marco da arquitetura eclética e art déco inaugurado em 1928 que já foi o edifício mais alto da América do Sul.







Depois, voltamos ao Palácio Legislativo para a visita guiada. O ingresso custou cerca de 280 pesos por pessoa, e a experiência superou todas as expectativas. A guia, Laura, foi excelente.
Inaugurado em 1925 para celebrar o centenário da Declaração de Independência do Uruguay, o Palácio Legislativo é uma obra-prima neoclássica idealizada pelo arquiteto italiano Vittorio Meano e concluída por Gaetano Moretti. O prédio é inteiramente revestido por quase 30 tipos de mármores uruguayos de cores variadas, ornamentado com esculturas de bronze, baixos-relevos e detalhes em folha de ouro. Internamente, conta com salões monumentais, mosaicos de pequenas pedras e vitrais multicoloridos no teto fabricados em Milão. O salão principal impressiona pela simetria: de um lado, o acesso ao Senado; do outro, à Câmara dos Deputados. Entre eles estende-se o imponente Salón de los Pasos Perdidos, com seus 50 metros de comprimento, cúpula central vazada e colunas marmorizadas, servindo como espaço de solenidades e encontros institucionais.

Aprendemos também sobre o sistema político uruguayo, que utiliza com frequência plebiscitos e referendos, permitindo que a população vote diretamente em decisões importantes.
Visitamos a biblioteca do palácio, com mais de 60 mil exemplares, aberta ao público. Um espaço belíssimo com mobiliário de nogueira entalhada, iluminação suave e atmosfera solene, abrigando um acervo especializado em direito, história e administração pública.


























Após a visita guiada, fomos até o Mirador Panorâmico da Intendencia de Montevideo. A entrada é gratuita (basta fazer um cadastro rápido no acesso) e o elevador panorâmico envidraçado leva até o 22º andar, a cerca de 80 metros de altura. Lá em cima, a vista em 360° revela a mancha urbana da cidade, o contraste entre os edifícios históricos e modernos, a baía de Montevideo e a imensidão do Rio da Prata. Ficamos cerca de meia hora admirando o horizonte e identificando do alto os pontos por onde já tínhamos passado.

Cidade Velha e final de tarde
Seguimos então para a Ciudad Vieja, estacionando novamente na região da Praça Independência. Entramos pela Puerta de La Ciudadela, que dá acesso à Peatonal Sarandí. Caminhamos até a Praça Matriz, onde ficam o Cabildo e a Catedral Metropolitana de Montevideo.
Paramos no Café Brasileiro, fundado em 1877, um dos mais tradicionais da cidade, que é um lugar carregado de história e significado pessoal. Era fim de tarde, o sol ainda forte, e foi uma pausa perfeita. Depois, seguimos caminhando até a Casa de Garibaldi e depois até o Mercado del Puerto, que já estava fechado.



A Ciudad Vieja é o núcleo histórico fundacional de Montevideo, cuja origem remonta à construção da fortaleza militar espanhola no século XVIII para conter a expansão portuguesa na região da Bacia do Prata. Suas ruas estreitas preservam um patrimônio arquitetônico único que reflete diferentes períodos e influências estilísticas, combinando o neoclássico colonial espanhol com edificações ecléticas, art nouveau e art déco construídas durante a era de grande prosperidade econômica do Uruguay na virada do século XIX para o XX.
Entre seus principais pontos de interesse destaca-se a Peatonal Sarandí, o mais importante calçadão de pedestres e eixo cultural da região, que se estende desde a Puerta de la Ciudadela até a zona portuária. Ao longo da Sarandí e nas suas imediações situam-se a historicamente relevante Plaza Matriz (Plaza Constitución) — a praça mais antiga da capital —, abrigando a Catedral Metropolitana de Montevideo e o antigo Cabildo, sede do governo colonial. O circuito cultural e gastronômico se completa com o lendário Mercado del Puerto, inaugurado em 1868 com uma monumental estrutura de ferro fundido trazida da Inglaterra, renomado por suas tradicionais parrilladas e atmosfera festiva.
Saímos de casa por volta das 13h30 e voltamos apenas às 19h30. Caminhamos bastante, mas sempre com conforto: protetor solar, boné e tênis adequado — bem diferente do primeiro dia. Além disso, conseguimos comprar o remédio do meu pai (um pouco salgado após a conversão, mas melhor que ficar sem tomar).




















Pôr do sol, Hard Rock e produtividade
Na volta para Pocitos, o tempo finalmente abriu. O pôr do sol foi simplesmente espetacular, daqueles difíceis de explicar em palavras. Apenas contemplar e registrar na memória.

Depois, decidi voltar ao Hard Rock Cafe Montevideo para comprar um pin de Guitarra para minha coleção, mas infelizmente estava em falta. Acabei comprando uma camiseta de Montevideo feita no Brasil, o que achei curioso e divertido.

De volta ao apartamento, tomei banho, comi algo leve e sentei para trabalhar no blog. As ideias começaram a fluir. Postei stories, fiz reels, publiquei conteúdo. Acabei cochilando no sofá, acordei, comi novamente e fui dormir.
💡 Dica do Dia 3 — Montevideo se vive com ritmo (e bons sapatos)
Montevideo é uma cidade perfeita para caminhar e absorver história, mas isso exige preparo simples:
- Use tênis confortável: o centro, a Ciudad Vieja e os prédios históricos pedem muita caminhada
- Protetor solar é essencial, mesmo em dias nublados
- Planeje blocos de passeio próximos uns dos outros (Palácio Legislativo + Praça Independência + Ciudad Vieja funcionam muito bem no mesmo dia)
E talvez a dica mais importante: se os primeiros dias parecerem confusos ou pesados, dê tempo ao corpo e à cabeça. Às vezes, tudo o que falta é areia nos pés, água fria e um pouco de silêncio.
Dia 4 — Véspera de Natal, despedida de Montevideo e uma noite inesquecível
O Dia 4 começou cedo, mas com um ritmo mais gentil. Era dia de corrida, mas decidi deixar para o fim da tarde. Ainda estava um pouco cansada, mesmo dormindo cerca de sete horas por noite, o que é excelente para quem está viajando, ainda mais com produção constante de conteúdo que acaba exigindo bastante energia.
Optamos novamente por uma caminhada leve pela orla. Meu pai fez a caminhada dele, no ritmo habitual, e eu caminhei com calma. Antes das 7h da manhã, movemos o carro para uma rua lateral, respeitando as regras de estacionamento, e seguimos para a atividade física.
Depois da caminhada, voltamos para o apartamento e seguimos a manhã de forma bem tranquila: café da manhã sem pressa, organização básica da casa, pequenas tarefas do blog. Almoçamos juntos e com tranquilidade.
Nada de correria. Nada de agenda apertada. Era véspera de Natal, e o dia pediu leveza.
Tarde: porto, mercados e últimos passeios em Montevideo
Saímos por volta de 14h–14h30 em direção ao Mercado del Puerto. Antes de entrar, paramos na área do porto, onde fica também a Armada do Uruguay. Caminhamos com calma, exploramos o mercado, olhamos as lojinhas e tomamos um sorvete.














Inaugurado em 1868, o Mercado del Puerto possui uma imponente estrutura de ferro fundido pré-fabricada na Inglaterra e trazida de navio. Originalmente construído como mercado de abastecimento de frutos do mar e víveres para a área portuária, tornou-se o coração da gastronomia uruguaya e centro de gastronomia típica, famoso por suas tradicionais parrilladas assadas em brasas abertas. Meu pai escolheu um sabor de creme (algo como tramontana), e eu fui de dulce de leche. Cada bolinha de sorvete custou 120 pesos uruguayos, totalizando 240 pesos para nós dois. Estava delicioso. O Mercado del Puerto é turístico, movimentado e muito simbólico para quem visita Montevideo, mas caro para compras. Deixe para comprar em mercados e lojinhas menos tradicionais para não pagar mais caro do que o necessário.
De lá, seguimos para o Estádio Gran Parque Central, casa do Club Nacional de Football. Inaugurado em 1900, é historicamente reconhecido como o estádio mais antigo da América e um dos palcos da primeira Copa do Mundo de 1930, tendo sediado a partida inaugural do torneio mundial entre Estados Unidos e Bélgica. Estava fechado por ser véspera de Natal, mas conseguimos fazer fotos na frente. Para o meu pai, que gosta muito de futebol, já valeu a visita.
Depois, passamos pelo Mercado Agrícola de Montevideo (MAM), um espaço que eu gostei muito. Construído no início do século XX e totalmente revitalizado em 2013, o prédio preserva sua imponente arquitetura industrial de ferro fundido e tijolos à vista. É um centro gastronômico e comercial vibrante, bonito, organizado, climatizado e que oferece de tudo: frutas, verduras, carnes, queijos, artesanato e grãos. Se eu morasse em Montevideo, certamente faria compras frequentes ali.
Seguimos ainda pela Praça Cagancha (Plaza de la Libertad), uma das mais emblemáticas da cidade, estabelecida em 1836 e marcada pelo monumental monumento à Liberdade em seu centro. Em seu entorno ficam prédios históricos como o Palácio Piria (sede do Poder Judiciário), o Teatro Circular e o Ateneo de Montevideo. A única coisa que acabou ficando de fora foi a Fuente de los Candados, que não era nada imperdível,











A ideia era voltar por volta das 17h, mas acabamos chegando perto das 18h. Antes de voltar definitivamente, paramos para abastecer e colocamos 1.000 pesos uruguayos no tanque. Por ser feriado, preferimos garantir autonomia e não depender de postos abertos no dia seguinte.
Na volta para Pocitos, tivemos um pouco de dificuldade para estacionar, mas demos a volta na quadra e, por sorte, uma vaga surgiu bem na hora certa.
Corrida, susto e ceia de Natal
Já em casa, decidi me preparar para correr. Nesse momento, fomos verificar as câmeras da casa em Santa Maria e rolou um pequeno estresse, pois não conseguimos confirmar se o cachorro estava dentro do pátio.
A casa está em reforma e ao checar as câmeras, percebemos que ele havia saído junto com os pedreiros. Precisei ligar para um deles e pedir, com jeitinho, que verificasse se o cachorro estava lá e me enviasse uma foto. No fim, deu tudo certo, mas foi mais um daqueles momentos de tensão, principalmente, porque meu pai não vive sem esse cachorro.
Troquei de roupa e fui correr para desestressar. Corri 42 minutos. O corpo estava sentindo bastante, pois com tantas viagens nos últimos meses, apesar de manter o ritmo, toda a vez que mudo a rotina, leva um certo tempo para me adaptar, mas segui no meu ritmo, sabendo que o processo é gradual.


Enquanto eu corria, meu pai ficou curtindo a tarde em frente ao letreiro de Montevideo. Quando voltei, tiramos umas fotos e subimos para nos arrumar para a ceia.

Colocamos o chester para assar, abrimos um espumante e ficamos conversando por horas. A comida ficou pronta por volta das 23h. Abrimos também um panetone, brindamos e celebramos.
Pouco antes da meia-noite, descemos para tirar mais fotos no letreiro de Montevideo, pois queríamos o registro completo: manhã, tarde e noite. Tomamos um susto ao ver pessoas soltando pequenos fogos diretamente na rua, alguns muito próximos das pessoas. Um deles chegou, inclusive a inclinar e assustar quem estava por perto.

Quando voltamos para o apartamento e deu meia-noite, um espetáculo de fogos tomou conta da cidade. Muitos, intensos, bonitos e emocionantes; mas ainda bem barulhentos (bem diferente do Brasil). Uma forma muito uruguaya de celebrar o Natal.

💡 Dica do Dia 4 — Carro em Montevideo e compras no Mercado del Puerto
Circular de carro em Montevideo é mais fácil do que parece.
Durante todos os dias na cidade, tivemos muita facilidade para estacionar. Em praticamente todos os pontos turísticos, conseguimos vaga na rua e não usamos estacionamento pago.
A única exceção foi na Praça Independência, onde pagamos 20 pesos para uma pessoa cuidar do carro, já que a região concentra prédios oficiais e áreas com restrição.
👉 Fora isso, o carro facilitou muito a logística e não gerou custos extras.
Mercado del Puerto: vá para conhecer, não para comprar.
O mercado é lindo, histórico e vale a visita. Mas:
- ❌ não recomendo comprar vinhos, alfajores ou doce de leite ali
- é um espaço claramente turístico e mais caro
Vale muito mais a pena comprar esses produtos:
- em supermercados
- ou em lojas fora do circuito turístico
⚠️ Dica extra:
Se puder escolher, compre em Montevideo ou em Colônia del Sacramento.
Evite deixar para comprar em Punta del Este, que é bem mais caro.
Dia 5 — De Montevideo a Colônia del Sacramento: chegada, história e outro ritmo
O Dia 5 começou mais tarde do que o habitual. Foi o primeiro dia da viagem em que dormimos depois da meia-noite. Eu, em especial, fui dormir por volta da 1h da manhã. A combinação de álcool da noite anterior com a dor muscular acumulada da corrida não ajudou no sono, acordei bastante dolorida, principalmente braços e pernas. Neste dia, inclusive, precisei tomar um relaxante muscular para conseguir dormir melhor.
Acordamos por volta das 6h40. Mesmo assim, mantivemos o ritual: saímos para uma caminhada bem leve, cerca de 1 km, só para meu pai molhar os pés no Rio da Prata. O clima estava diferente. Pouco depois da meia-noite, na véspera, o vento virou de forma muito brusca na Orla de Pocitos. Em questão de minutos, a ventania aumentou bastante, alterando inclusive a força da água do rio. Pela manhã, o vento seguia forte, o dia estava mais frio e nublado.

Voltamos da caminhada, tomamos café com calma e começamos o processo de arrumar tudo. Organizamos o apartamento com cuidado, deixando tudo como recebemos, e carregamos o carro. Saímos de Montevideo por volta das 10h30.
Cerca de 35 minutos depois, fizemos uma parada no Estádio Campeón del Siglo, a casa do Club Atlético Peñarol. Inaugurado em março de 2016, o local possui grande importância moderna para o clube por ter sido o primeiro estádio no Uruguay construído inteiramente sob os padrões exigidos pela FIFA para sediar partidas internacionais de grande porte. Com capacidade para cerca de 40 mil torcedores, o complexo impressiona pelo porte e, mesmo fechado por ser feriado, vale muito a parada para fotos.

Seguimos então em direção a Colônia del Sacramento, acessando a Ruta 1. A viagem levou cerca de 2h20, com trânsito tranquilo e dois pedágios. Mais uma vez, o abono para estrangeiros mostrou seu valor: já tínhamos passado por quatro ou cinco pedágios até aqui, todos em torno de 262 pesos, e ainda teríamos outros pela frente. A economia final foi significativa.
Fizemos uma parada rápida em um posto por volta das 11h40, apenas para ir ao banheiro e comer uma batata frita para segurar a fome, e seguimos viagem. Chegamos a Colônia por volta das 13h30.
Chegada, descanso e primeiro contato com a cidade
O apartamento agradou logo de cara. Meu pai gostou da cozinha e preparou uma comidinha simples. Almoçamos por volta das 14h30 e decidimos descansar um pouco. Eu dormi, pois estava muito cansada, com bastante dor no corpo, visto que a corrida do dia anterior realmente cobrou seu preço.
Descansamos até cerca de 16h20 e então saímos para caminhar no Centro Histórico. A ideia inicial era dar apenas uma volta leve, mas na prática, caminhamos mais de cinco quilômetros e ficamos cerca de 2h20 explorando a cidade.

Centro Histórico de Colônia del Sacramento
Saímos para caminhar pelo Centro Histórico sem grandes pretensões e acabamos explorando praticamente tudo a pé, emergindo a cada passo na atmosfera única que resultou de séculos de disputas entre as coroas portuguesa e espanhola.
Começamos pelo Farol de Colônia del Sacramento, construído em 1857 sobre as ruínas do antigo Convento de São Francisco (destruído por um incêndio no século XVIII). Com seus 26 metros de altura, o farol ergue-se contrastando a alvenaria branca com as pedras vulcânicas originais da estrutura religiosa, oferecendo uma vista panorâmica deslumbrante do Rio da Prata. De lá, seguimos para a emblemática Calle de los Suspiros, a rua mais famosa de Colônia. Com seu pavimento pé-de-moleque inclinado ao centro para o escoamento das águas, a via preserva casas coloniais portuguesas do século XVIII com paredes de adobe, telhados de telha cera e fachadas em tons pastéis, envoltas por lendas que vão desde suspiros de marinheiros até antigos prostíbulos da era colonial.

Passamos pelo Portón de Campo (também conhecido como Puerta de la Ciudadela ou Puerta de Campo), inaugurado em 1745 pelo governador português Vasconcelos. O conjunto militar preserva uma ponte levadiça de madeira sobre um fosso defensivo, ombreiras de granito e os brasões da coroa portuguesa. A partir dele, caminhamos pelos trechos remanescentes da muralha e dos bastiões, com destaque para o Bastião de San Pedro — onde tremula a bandeira uruguaya e canhões de ferro apontam para o rio — e o Bastião de San Miguel, marcos da arquitetura de fortificação Vauban adaptada ao estuário do Prata.
Seguimos até a Plaza Mayor (Plaza de Armas), coração urbanístico da vila colonial cercada por árvores frondosas e edifícios históricos em estilo espanhol e português. Em frente à praça, visitamos a Basílica do Santíssimo Sacramento, considerada a igreja mais antiga do Uruguay. Fundada originalmente em taipa no ano de 1680 e reconstruída em pedra no século XIX, a basílica exibe uma fachada neoclássica sóbria, duas torres sineiras e paredes espessas de alvenaria que testemunharam bombardeios e trocas sucessivas de domínio colonial.
Caminhamos também pela região do porto e do molhe de iates (Puerto de Yates), onde o ritmo da cidade desacelera. O píer de madeira atrai embarcações esportivas e velejadores de toda a região do Prata, oferecendo uma vista aberta para as águas calmas e um ponto privilegiado para contemplar a orla arborizada e o pôr do sol.
Ao longo do caminho, passamos pelas lojinhas de artesanato, inclusive pela mesma loja que vende os tradicionais tijolinhos com “Calle de los Suspiros – Colonia del Sacramento”, que ainda existe exatamente como era anos atrás. Foi impossível não revisitar as memórias da minha primeira visita ao país. Paramos na mesma sorveteria (Bortolot), revivendo cenas daquele outro momento. Também reencontramos o ponto de aluguel de carrinho elétrico, onde no dia seguinte pretendíamos alugar um por cerca de 28 dólares para circular com mais calma.



























Um pouco da história por trás desses pontos
Colônia del Sacramento foi fundada em 1680 pelos portugueses e, ao longo de sua história, foi disputada diversas vezes por Portugal e Espanha. Essa alternância de domínio explica por que a cidade mistura tão claramente estilos arquitetônicos portugueses e espanhóis.
Os fragmentos de muralha, os bastiões preservados apenas em partes e as ruas irregulares não são acaso. Em determinado momento, os espanhóis optaram por destruir parte das fortificações para evitar que a cidade voltasse a se tornar um ponto estratégico militar português.
Hoje, caminhar pelo Centro Histórico é atravessar esses vestígios de disputa colonial, o que rendeu à cidade o título de Patrimônio Mundial da UNESCO. Cada ponto turístico faz parte dessa mesma narrativa.

Noite e sensação de acerto
Voltamos para o apartamento já no início da noite. Tomamos banho, jantamos algo simples e fomos dormir cedo.
Colônia tem outro ritmo. É menor, mais silenciosa e muito mais fácil de explorar a pé. Diferente de Montevideo, onde dirigimos bastante por ser uma cidade grande, aqui o carro será usado apenas pontualmente.
Mais uma vez, ficou claro que ficar perto do Centro Histórico foi a melhor escolha em Colônia. Tudo está a cinco minutos: farol, ruas históricas, praças, restaurantes. Não tem a vista da rambla, mas a cidade em si já é uma experiência.
Nosso primeiro apartamento era na Rambla de Colônia, mas por conta dos imprevistos com hospedagem, acabamos mudando e optando por um bem no centro da cidade. O pôr do sol da rambla fica para outro momento e o mar vem depois, em Punta del Este. Road trip Uruguay 2026.
No próximo post, contamos um pouco mais sobre Colônia e nossa chegada a Punta del Este.

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